Olá pessoal! Estamos chegando a mais um natal com tudo de bom que ele nos sugere.
The bell that couldn't jingle (Burt Baccarach)
Há dois mil anos, um camarada filho único (nunca dão prá nada que preste!), resolveu fazer um apanhado revolucionário e armou um discurso extremamente poderoso para aglutinar seus irmãos palestinos contra uns romanos devassos, violentos, escrotos etc... que dominavam seu outrora país. Sou da opinião de que gatos nunca podem ser treinados a irem buscar o jornal ou os chinelos de seu dono; mas os cães sim! Bem, e foi isso mesmo que aconteceu. Com sua túnica longa, os cabelos e barbas crescidos e as mãos a descoberto, Jesus sinalizava não estar buscando a violência (ao menos aparentemente!); queria apenas prgar suas idéias: um perdãozinho aqui, uma confissãozinha ali, uma caridade acolá, uma confraternização mais além... Pronto, Funcionou! Em três anos a mensagem seduziu e encantou, talvez justamente porque carregamos as suas sementes dentro da nossa programação genética. Hoje, a ciência confirma em números frios que quem não perdoa, quem não rememora suas ações criticamente, quem não ajuda ninguém e quem não tem quem abraçar de forma sincera, vive uma vida mais curta e de menor qualidade. São aquelas pessoas que mesmo cheias da grana, têm sempre a expressão de quem está com cólicas! Rico, prá mim, é aquele cara que não toma nenhum remédio e só consulta o extrato bancário uma vez por mês, no máximo! Aliás, nunca pensei que pudesse citar tal figura aqui no Morpheus, Pedro de Lara (num rasgo de brilhantismo frasista) disse um dia para uma Elke Maravilha recém demitida por SS: "...não ligue não querida, existem pessoas tão pobres que a única coisa que têem é dinheiro!..." E, fale a verdade, tem alguém com expressão de cólica mais típica do que Sílvio Santos? Por isto irmão, peça a Deus (ou a um deputado seu amigo) que lhe conceda como prenda para o ano que vem:
Saúde, muita saúde!
Sono tranqüilo (cabeça descansada!)
Boas refeições (estômago cheio!)
Lirismo, muito lirismo!
Leveza no que quer que se proponha a fazer
Sensibilidade à dor alheia
Sensibilidade à beleza
Imunidade à inveja
Susceptibilidade à admiração
Percepção da idiotice representada pela vaidade
Noção dos seus limites de competência prática, intelectual e emocional
Uma companhia satifatória do ponto de vista espiritual, intelectual e sexual (saco vazio!)
Disposição para aprender
Disposição para se indignar
Coerência prática e clareza decisória
Distância dos canalhas
Distância dos idiotas
Proximidade segura dos loucos
Ausência de dívidas
Independência ideológica
Que você possa pensar sobre o que quiser
Que você possa sempre dizer o que pensa
Que você sempre possa fazer o que diz
E que assim procedendo, o sucesso lhe seja natural e nada disso lhe cause mal algum! Neste ano, os centenários mais famosos do Brasil continuam seus shows! Enquanto Niemeyer não sabe se paquera D. Canô ou Dercy, você deveria meditar sobre a única coisa que eles têem em comum: coerência ideológica! Um ateu que fez a catedral mais original de todos os tempos Uma beata que pariu um menino que é menina e uma menina que é menino, ambos geniais! Uma comediante que perdeu a graça na estrada do tempo Incoerências à parte, a longevidade destas pessoas é a mensagem de que o único espectador das nossas vidas para quem deveríamos nos esforçar ao máximo para entreter somos nós mesmos!
Lembre-se de que viver uma vida sem cultura é como ir a um jogo de futebol sem saber as regras, os times que estão jogando e nem mesmo saber o que é um gol! Invista em você e em seu bem estar Livre-se dos parasitas ou contrate um pistoleiro! Encoste de lado o pessimismo pois se esta fosse uma filosofia eficaz ainda estaríamos nas cavernas! A inteligência foi o instrumento que nos foi concedido pela providência para que nos fosse possível ser feliz em qualquer circunstância. O idiota será sempre infeliz, a não ser durante os breves momentos em que está sendo enganado! Boas festas a todos! Muita fartura e saúde! Desejo que você não tenha que abraçar nem desconhecidos, nem hipócritas, nem ninguém de quem você não goste sinceramente nesta noite mais que simbólica do dia 24 de dezembro. Encha a cara, encha barriga, esvazie o saco (dê uma boa chinelada na patroa) e vá dormir o sono dos justos como você bem merece!
P.S. Eu que já pensava conhecer tudo em canções de natal, conheci esta e me encantei: trata-se de Burt Baccarach em The bell that couldn't jingle (clique no player abaixo da imagem no início do post)
Diante de mim, um farrapo humano! Cabia-me anestesiá-lo para que fosse submetido a uma endoscopia (dessas que olham o esôfago, estômago e duodeno). O corpo emaciado, os dedos da mão de um arroxeado cadavérico e uma respiração ofegante (que sorvia em grandes goles gasosos o oxigênio proveniente do cilindro do qual dependia para viver) completavam um quadro ao qual era impossível ficar indiferente.
Apresentei-me e comecei a colher sua história médica meticulosamente a fim de registrar todos os eventos pregressos que o tinham trazido a tal estado. Com a voz entrecortadapela falta de ar, contou-me que sua vida, até cinco anos atrás, tinha sido só felicidade; corretava imóveis, era relativamente famoso e respeitado, fazia seu horário de trabalho com direito a uma ida à praia e a uma refeição gourmet todos os dias, todos os dias! O dinheiro fluía naturalmente e a esposa e filhos caracterizavam-se por serem fontes regulares de admiração e regozijo.
Há cinco anos começou a sentir-se fraco, perdeu peso e após investigações que duraram 1 ano, recebeu o diagnóstico de tuberculose. Não era um homem religioso mas começou a perguntar-se o que poderia ter tido feito para, no auge de sua carreira, ser acometido por tal infortúnio. Estava tuberculoso e a tuberculose que tinha contraído era causada por um bacilo extremamente resistente e que demandou muitos meses de tentativa para poder ser considerado vencido por uma combinação numerosa, cara e agressiva de quimioterápicos. Nesse ínterim tinham se passado seis meses de internação hospitalar e dois anos de homecare. Tinha agora uma reserva pulmonar menor que 40% do normal, pesava 45 quilos e tinha dificuldades para deglutir e se manter de pé.
Neste momento, o motivo do exame era uma dor abdominal excruciante insensível às mais poderosas combinações de analgésicos passíveis de uso clínico.
Chequei as medicações em uso e coloquei-o para dormir com o auxílio drogas anestésicas.
A luz da sala foi apagada e, coincidindo com a perda do reflexo córneo-palpebral (sinal clínico de hipnose) notei que uma névoa azulada e cintilante começou a exalar de seu nariz sem ser aparentemente percebida por nenhum dos presentes além de mim. Num canto da sala, num ponto diamentralmente oposto ao foco das atenções (o monitor da endoscopia) a névoa se condensou na figura de uma mulher jovem com roupas normais num espectro de mais ou menos uns 70% de transparência; chamava atenção, no entanto, uma mancha vermelho rutilante abaixo da região da mama esquerda. Após se recuperar daquilo que pode ter sido um esforço de condensação, a mulher começou a murmurar: “...agora falta pouco, desta ele não escapa e com sua morte, acabo com o serviço...”
Mal conseguia processar mentalmente estas palavras quando fui avisado pela equipe, do início do fim do exame - aparentemente normal; suspendi a infusão do hipnótico venoso e me virei para a direção onde o espectro da mulher estava. Agora, não conseguia mais vê-la com nitidez. Estava voltando ao formato de nuvem e se dirigindo para o paciente, mais especificamente para suas narinas. Num reflexo que não consigo explicar, fechei as narinas do paciente com os dedos em pinça e pedi para que a luz fosse acesa imediatamente. A nuvem azulada pairou diante de mim e se transformou numa boca que me advertiu enfaticamente a não intervirnaquela situação pois a sua vingança era legítima: aquele homem (um corretor) era o último envolvido ainda vivo num caso de assassinato da herdeira de uma mansão que mais tarde foi vendida por fabulosa soma em proveito de seu marido, o assassino, já morto em um acidente de trânsito.
O tempo estava passando rapidamente enquanto o paciente sob meus cuidados ficava cada vez mais asfixiado pela minha manobra cerca fantasma - a apnéia que eu estava provocando-lhe seria absolutamente inócua a um paciente comum, mas não a ele, na sua condição! – o tom do oxímetro foi ficando cada vez mais grave até que o paciente bradicardizou e sofreu uma parada cardíaca sob o olhar atônito dos presentes que ignoravam totalmente o embate no qual me envolvera. A boca espectral emitiu um suspiro fétido – sentido por todos – e desapareceu sob luz totalmente acesa não sem antes dizer: obrigado, idiota!
Olhei para o paciente, clinicamente morto e não conseguia acreditar na confusão na qual acabara de me envolver. A visão começou a ficar turva, um filete de suor frio escorreu pelo meu rosto e eu comecei a perder o equilíbrio. Antes que chegasse a cair, alguém sustentou-me com os dois braços e colocou-me em pé sem que eu pudesse ver seu rosto ou mesmo detalhes da sua roupa.
Senti imediatamente à seguir, uma sensação de restabelecimento de energia e lucidez até então inédito na minha vida, meu olhar percorreu a sala e para meu espanto todos estavam em animação suspensa; o relógio da parede, parado! Ao meu lado, um espectro diverso do que tinha se esvaído, me transmitia calma e palavras de segurança; agradeceu-me por ter obstruído a reinalação do obsessor e pediu-me que comprimisse minha unha do polegar direito contra um ponto no lábio superior imediatamente abaixo da implantação do septo nasal do paciente. Realizei a manobra solicitada e testemunhei, como se fora um passe de mágica, a volta dos batimentos cardíacos bem como de sua respiração. O fluxo do tempo começou a voltar ao seu ritmo normal enquanto ouvia as últimas palavras do meu inesperado ajudante: “não se preocupe, eles não se lembrarão de nada!”
O paciente se recuperou normalmente e foi encaminhado para sala de recuperação sem que ninguém, entre os presentes, demonstrasse o menor indício de ter presenciado tão estranhos acontecimentos. Na sala vazia, restei ofegantecomo que ao final de uma maratona. Preenchia a ficha clínica do procedimento com as mãos trêmulas quando a funcionária da limpeza chegou, olhou para sala, olhou para mim, deu um sorriso e disse: “Nossa, parece que teve uma guerra aqui, vá descansar meu filho!”
A sala estava limpa como de costume e não sei onde ela teria visto tais sinais de guerra. Resolvi não perguntar; terminei a ficha e me despedi do staff do setor.
Meses depois, sem quê nem pra quê, a mesma funcionária me abordou no corredor para dizer-me que o paciente daquela manhã sobrenatural tinha voltado ao hospital em excelente aspecto, corado e alegre procurando por todos para agradecer pela assistência recebida quando daquela ocasião. Tinha me deixado um cartão com tons azulados no qual se podia identificar uma boca com uma legenda logo abaixo: Agora já posso respirar!
Fiquei curioso, curiosíssimo!
Liguei para sua corretora – conhecida na cidade – e fui informado que o atual telefone era agora de um escritório de advocacia. A corretora tinha fechado e seu dono aberto uma pousada em Itacaré.
Um domingo nublado na luminosa boa terra Um despertar tardio Um bom café espresso (Astro Bourbon, of course!) Precedido de uma madura atemóia Seguido de um interlúdio de preparação 100 g de carnaroli por conviva Lulas frescas e camarões (não de maricultura!) devidamente tratados Reserva de cascas e de bolsinhas de tinta Cascas no forninho elétrico polvilhadas de farinha de trigo e borrifadas com azeite para sofrerem 200º C p/ 6 minutos Fervidas a seguir em 500ml de água Batidas no liquidificador e filtradas para para esperarem o refogar do arroz em azeite com cebola roxa até que gelatinizar o amido externo Vinho branco da melhor qualidade para arrefecer a fritura Caldo por cima Doce espera! Panela extra no fogo com nada dentro Alta temperatura Camarões e lulas cobertos de azeite em breve passagem pela chapa quente Não os quero emborrachados! Marinei-os em água gelada com 3% de acúcar e 3% de sal por 30 minutos Fácil não? Agora é secar o arroz Tampá-lo a 3 minutos do final para fical gorducho e soltinho Folhinhas frescas de manjericão chegarão um pouco antes de leventarem-se as cortinas Mesa posta Agora só falta libertar a murganheira do freezer Para transformá-la num merecido acompanhamento Bon appétit, messieurs dames! Agora, Um bom e autêntico montecristo nº2 para relaxar! Macio Moreno Cheiroso Aceso numa ponta Molhado na outra Por um Porto Taylor's vintage 1995 Fumaça temperada Amigável Prazer indescritível Oh Solanácea estupefaciente! Lapsos de eternidade Charutos deviam ser substantivos femininos Mas só os bons! Se faltar tempo, Ouça agora de uma boca feliz: Feliz Natal! Aos amigos e demais visitantes!
P.S. Fica aqui um link para baixar uma boa trilha para o natal, Tudo que Richard Clayderman pensou ser um dia mas não conseguiu: CDzinho de natal do Morpheus
Depois de ver AM e JP comprando miniaturas de carros pela internet em incontrolável frenesi, me ocorreu de citar aqui o site da Brinquedos Raros onde qualquer marmanjo pode comprar sua madeleine lúdica e viajar no nostalgicamente backwards!
E prá finalizar, um soft que achei prá lá de especial: um extrator de legendas que pemite tirá-las de um DVD para composição de um arquivo de texto: DVDsubEdit
P.P.S. O ano ainda não acabou e já morreram ACM e a CPMF; Faltam-me palavras!
Retomando o fio da meada, digito estas mal traçadas linha para falar um pouco sobre o meu destino após visitar Barcelona (a quem deixei com muita coisa ainda por ver!). O tal destino a cidade de Carcassone, sul da França, posto de guarda fronteiriço quando o tratado dos Pirineus (1659) ainda não tinha deslocado a fronteira entre França e Espanha para o seu lugar mais óbvio e meridional: Os Pirineus Carcassone era então prestigiada militar, política e comercialmente por estar na rota entre o mediterrâneo e o atlântico, e entre a Itália e a Espanha; no meio da meia lua ponteada por Marselha e Barcelona neste que hoje é o “país catalão” e que foi um dia a Occitânia, o Languedoc primordial. Languedoc é o ajuntamento das palavras “langue” e “d’oc”, ou seja, a terra da “Língua do sim” (em provençal). Linda e perfumada, iluminada por uma luz difusa e incaracterizável por palavras eis o Languedoc, ou melhor, o “Midi” (sul) francês! Em tempo, do ponto de vista dos parisienses, ao meio-dia, o sol se posta exatamente sobre o sul; daí o porquê da fusão dos dois siginificados: meio-dia em francês (Midi) = sul geográfico! Terra de tolerância e fartura, a occitânia abrigou os perseguidos e os apaixonados: terra dos Cátaros (ancestrais de Heloísa Helena e Marina Silva), dos trovadores e de Nostradamus! Bem, como eu dizia, saíamos de Barcelona após quatro dias maravilhosos de comidas e passeios com destino a Carcassone por via ferroviária quando descobrimos que seria impossível pegar um trem naquele dia por causa da greve dos ferroviários franceses contra as reformas de Sarkozy! Felizmente, foi facílimo conseguir um reembolso e entrar no próximo ônibus com destino a Narbonne (cidade próxima a Carcassone) onde pegaríamos outro ônibus para nosso destino final. Chegamos ao final da tarde ainda a tempo de fotografar o entardecer num show de luminosidades, que penso, seja peculiar daquela região. Carcassone é uma cidade medieval bem restaurada e protegida pela Unesco. Cenário de conto de fadas, suas fortificações coroam a margem íngreme acima do rio Aude, com vista para a cidade baixa (extra-muros): a Basse Ville. Carcassone (um oppidum, ou seja, cidade na colina) foi construída e consolidada pelos romanos no século II a.C. na colina de Carsac e receceu deles o nome de Carcaso; foi elemento chave nos conflitos medievais entre França e Espanha. Em seu auge, no século XII, foi governada pelos Trencavel que constituíram o castelo e a catedral. Carcassone viveu um período de decadência após o supracitado Tratado dos Pirineus (1659) até a sua restauração meticulosa comandada pelo arquiteto Violet-le-Duc já no século XIX. A cidade evoca sonhos de infância com seus muros, torres e uma atmosfera de medievalismo idealizado nos turistas que acorrem em grandes grupos na alta estação. Local de muitos donos, Carcassone foi romana, visigótica, mussulmana, franca e barcelonesa; palco de sonhos e massacres, fé e perseguição, desespero e esperança; esta foi a parada seguinte de Morpheus após Barcelona. No próximo post falarei um pouco sobre os cátaros e seus castelos; seus ideais de pureza e sobre a culinária dos arredores: muito foie gras, zarzuelas e cassoulets! Antes que me esqueça, a partir deste ponto da viagem e bordo de um Peugeot 307 a diesel, começamos a utilizar na prática as informações colhidas no site Mappy onde se pode planejar intinerários detalhados inclusive com informações acerca da localização de radares e consumo de combustível! Vale a pena conferir
Aquele 02 de agosto tinha trancorrido de forma banal como a maioria dos dias das vidas de uma pessoa comum. Ao chegar em casa não tinha mesmo o menor pressentimento de que naquela noite, diante da TV, durante um mais que banal Jornal Nacional eu conheceria a dimensão de minha ligação, até então insuspeita, com uma grande personalidade cultural do Brasil: com expressão ensaiada por longos anos diante das câmeras de TV, o locutor anunciava a morte de Luiz Gonzaga aos 76 anos de idade no Hospital Santa Joana em Recife. Durante o breve resumo biográfico que se seguiu, alheio a minha vontade, fui tomado por um sentimento de consternação que chegou ao ápice e terminou me inundando os olhos de lágrimas que eu nunca pensei ser capaz de verter em tais circunstâncias. A situação permanece única em minha vida e meu interesse pelo legado musical de Gonzagão só fez aumentar; por este motivo e também por receio de que não tenha tempo de homenageá-lo na data do seu nascimento - 13 de dezembro - vai aqui uma versãozinha solo de uma peça sua que se intitula convenientemente "13 de Dezembro" - agora o nosso dia nacional do Baião!
Com letra de Gil, a canção é pouco conhecida do grande público e tem gravação por Elba Ramalho.
Treze de Dezembro
Composição: Luiz gonzaga / Zé Dantas – Letra: Gilberto Gil
Bem que esta noite eu vi gente chegando Eu vi sapo saltitando E ao longe ouvi o ronco alegre do trovão Alguma coisa forte pra valer Estava para acontecer na região Quando o galo cantou Que o dia raiou eu imaginei É que hoje é treze de dezembro e a treze de dezembro Nasceu nosso rei O nosso rei do baião A maior voz do sertão Filho do sonho de D. Sebastião Como fruto do matrimônio Do cometa Januário Com a estrela Santana Ao nascer da era do Aquário No cenário rico das terras de Exu O mensageiro nu dos orixás É desse treze de dezembro Que eu me lembrarei e sei que não me esquecerei jamais
A sua estrutura e andamento denunciam a intimidade de Gonzagão com um ritmo que muitos acreditam que estivesse a léguas tiranas de suas preferências: o chorinho! Luiz Gonzaga não só tocou muito como compôs choros muito bonitos. Muito curioso que o aniversário do Rei do Baião seja um Choro! Salve Gonzagão e sua versatilidade!
Infelizmente o espaço é pequeno e a paciência de quem lê blogs é curta. Fica aí um postzinho básico para lembrar do rei do baião, sua data de nascimento e da efeméride nacional agora constituída. Entre datas nacionais e confraternizações nem sempre regadas a Don Pérignon, tentarei sobreviver e manter a assiduidade ao Morpheus. Minhas desculpas adiantadas ante a alguma possível incúria, premeditada ou não. Feliz Dia do Baião a todos!
Cantor e compositor, Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu na fazenda Caiçara, no município de Exu, sertão de Pernambuco, a 13 de dezembro de 1912, filho de Ana Batista de Jesus e do sanfoneiro Januário José Santos, com quem aprender tocar sanfona.
Considerado uma instituição da música popular brasileira, morreu no Recife, o "rei do baião", como era conhecido, gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções.
Entre seus grandes parceiros, estavam Zé Dantas e Humberto Teixeira. Deixou sua cidade natal em 1930, em busca de emprego, e acabou entrando para o Exército, em Fortaleza, Ceará.
Por conta da Revolução de 1930, esteve na Paraíba, além de outros estados nordestinos, e, em 1932, foi transferido para Juiz de Fora, Minas Gerais.
Depois de deixar o Exército, segue, em 1939, para o Rio de Janeiro, onde inicia a carreira de músico, tocando em um conjunto que se apresentava nos cafés da zona de prostituição.
Participou de programas de calouros, como os de Almirante e Ary Barroso e, em 1941, grava o seu primeiro disco -apenas como solista; a primeira música cantada, Dança Mariquinha, seria gravada em 1945.
A partir de então passa a percorrer o Brasil, fazendo shows, iniciando sua longa carreira de sucesso. Influenciou vários compositores da chamada moderna música nordestina, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raimundo Fagner e outros.
Entre suas composições mais famosas estão Asa Branca, Vozes da Seca, A Triste Partida, Juazeiro.
Foi Luiz Gonzaga quem levou para o disco os ritmos e as batidas do xote e do baião - já conhecidos entre os cantadores de viola do Nordeste: ele pegou a batida e criou o jogo melódico, daí ser considerado o criador do baião.
Morreu no Recife a 02 de agosto de 1989, depois de passar 41 dias hospitalizado, vítima de osteoporose.
Discografia
1941: Véspera de São João - mazurca (Luiz Gonzaga e Francisco Reis); Numa serenata - valsa (Luiz Gonzaga); Saudade de São João del-Rei - valsa (Simão Jandi); Vira e mexe - chamego (Luiz Gonzaga); Nós queremos uma valsa (Nassara e Frasão); Arrancando caruá - choro (Luiz Gonzaga); Farolito -vaIsa (Agustín Lara): Segura a polca (Xavier Pinheiro).
1942: Saudades de Ouro Preto - valsa (Luiz Gonzaga); Pé de serra - chamego (Luiz Gonzaga); Saudade - valsa (Carlos Dias Carneiro); Apitando na curva - polca (Luiz Gonzaga); Sanfonando chorinho (Luiz Gonzaga); Verônica - valsa (Luiz Gonzaga); Calangotango - picadinho mineiro (Luiz Gonzaga); Minha Guanabara - valsa (Francisco Reis); Saudades de Areal - valsa (Mário Magalhães); Pisa de mansinho - chamego (Luiz Gonzaga); Seu Januário - chamego (Luiz Gonzaga); Santana - mazurca (Luiz Gonzaga); Aquele chorinho - choro (Luiz Gonzaga); Ligia - valsa (Luiz Gonzaga).
1943: Apanhei-te cavaquinho - choro (Ernesto Nazaré); Ivone - valsa (Xavier Pinheiro); Manolita - valsa (Leo Daniderff); 0 chamego da Guiomar (Luiz Gonzaga); Araponga - choro (Luiz Gonzaga); Meu passado - valsa (Luiz Gonzaga e Waldemar Gomes); Destino - valsa (Carneiro Filho e Vasco Gomes); Galo garnizé - choro (Luiz Gonzaga e Antonio Almeida).
1944: Subindo ao céu - valsa (Aristides M. Borges); Fuga da África - polca (Luiz Gonzaga); Recordações de alguém -choro (Bisoga); Pingo namorando - choro (Luiz Gonzaga); Escorregando - choro (Ernesto Nazaré); Madrilena - valsa (Antônio Almeida e Luiz Gonzaga); Luar do Nordeste - valsa (Luiz Gonzaga); Bilu-bilu - choro (Luiz Gonzaga); Xodó -choro (Luiz Gonzaga); Caprichos do destino - valsa (Odete Duprat Fiúze); Vanda - valsa (Luiz Gonzaga); Catimbó - chamego (Carneiro Filho e Vasco Gomes); Despedida - valsa (Luiz Bittencourt); Passeando em Paris - valsa (Luiz Gonzaga); Aperriado - chamego (Luiz Gonzaga); Fazendo intriga - chamego (Luiz Gonzaga).
1945: Provocando as cordas - choro (José Miranda Pinto); Última inspiração - valsa (Peterpan); Dança Mariquinha - mazurca (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Impertinente - polca (Luiz Gonzaga); Na hora h - choro (Luiz Gonzaga); Nara - valsa (Luiz Gonzaga); Penerô xerém - chamego (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Sanfona dourada - valsa (Luiz Gonzaga); Bolo mimoso - choro (Tito Ramos); Dança do macaco - quadrilha (Luiz Gonzaga); Queixumes - valsa (Noel Rosa e Henrique Brito); Zinha - polca (Carneiro Filho); Caxangá - choro (Luiz Gonzaga); Cortando pano - mazurca (Luiz Gonzaga, Miguel Lima e Jeová Portela); Festa napolitana - marcha-tarantela (Inácio de Oliveira); Ovo azul - marcha (Miguel Lima e Paraguaçu); Perpétua - marcha popular (Luiz Gonzaga e Miguel Lima).
1946: Marieta - valsa (Luiz Gonzaga); De Juazeiro a Pirapora - polca (Luiz Gonzaga); É pra rir ou não é? - samba (Luiz Gonzaga e Carlos Barroso); Devolve - valsa (Mário Lago); Não quero saber - valsa (Mário Lago); Ó de casa - chorinho (Luiz Gonzaga e Mário Rossi); Chamego das cabrochas (Miguel Lima e Luiz Gonzaga); Não bate nele - mazurca (Zé Fechado e Lourenço Pereira); Calango da lacraia - calango (Luiz Gonzaga e Jeová Portela); Pão-duro - marcha (Assis Valente e Luiz Gonzaga); Sabido - choro (Luiz Gonzaga); Saudades de Matão - valsa (Jorge Galati); Brejeiro - choro (Ernesto Nazaré); Toca uma polquinha - polca (Luiz Gonzaga); Feijão cum côve - embolada (Jeová Portela e Luiz Gonzaga); Eu vou cortando - marcha (Miguel Lima, Luiz Gonzaga e Jeova' Portela); Cai no frevo - marcha (Luiz Gonzaga); No meu pe' de serra - xote (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Pagode russo - polca (Luiz Gonzaga).
1947: Vou pra roça - marchinha (Luiz Gonzaga e Zé Ferreira); Asa-branca - toada (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Balanço do calango - calango (Luiz Gonzaga e Jeová Portela); Coração de mulher - valsa (Zezinho); Todo homem quer - marcha-frevo (Peterpan e José Batista); Tenho onde morar - samba (Luiz Gonzaga e Dário de Sousa); Quer ir mais eu? - marcha-frevo (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Pau-de-sebo - marcha (Dunga e Luiz Gonzaga).
1948: Moda da mula preta (Raul Torres); Firim, firim, firim -polca (Luiz Gonzaga e Alcebíades Nogueira).
1949: Lorota boa - polca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Mangaratiba - xote (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Juazeiro - baião (Lujz Gonzaga e Humberto Teixeira); Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Siridó - ritmo novo (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Légua tirana - valsa-toada (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Vou mudar de couro - batucada (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Gato angorá - marcha-baiao (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Vem morena - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Quase maluco - baião (Vitor Simon e Luiz Gonzaga); Dezessete léguas e meia - baião (Humberto Teixeira e Carlos Barroso); Forró de Mané Vito (Luiz Gonzaga e Zé Dantas).
1950; Assum-preto - toada (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Cintura fina - xote (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Chofer de praça - mazurca (Evaldo Rui e Fernando Lobo); No Ceará não tem disso não - baião (Guio de Morais); - Xanduzinha - baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); A volta da asa-branca - toada (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Macapá -baião (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Boiadeiro - toada (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti); Adeus Rio de Janeiro - xote (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Rei bantu - maracatu (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Estrada de Canindé - toada-baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); O torrado (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Qui nem jiló - baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Paraíba- baião (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); Respeita Januário - baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); A dança da moda - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga).
1951: Mariá - coco-baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Amanhã eu vou - valsa (Beduíno e Luiz Gonzaga); Olha pro céu - marcha junina (José Fernandes e Luiz Gonzaga); Propriá - baião (Guio de Morais e Luiz Gonzaga); Tô sobrando - polquinha (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Moreninha, moreninha -toada (Hervê Clodovil e Luiz Gonzaga); Madame Baião - baião (Luiz Gonzaga e Davi Nasser); Conversa de barbeiro - rancheira (Davi Nasser e Luiz Gonzaga); Sabiá - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Cigarro de paia - baião (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti); Baião da Penha (Guio de Morais e Davi Nasser); Baião na garoa (Luiz Gonzaga).
1952: São João do Carneirinho - baião (Luiz Gonzaga e Guio de Morais); Imba1ança - baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); São João na roça - marcha junina (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Juca - valsa (Lupicínio Rodrigues); Catamilho na festa - chorinho (Luiz Gonzaga); Pau-de-arara - maracatu (Luiz Gonzaga e Guio de Morais); Acauã - toada (Zé Dantas); Adeus Pernambuco - toada (Manezinho Araújo e Hervê Clodovil); Baião na garoa (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Piauí - toada (Sílvio Moacir de Araújo); Marabaixo (Julião Tomás Ramos); Jardim da saudade - valsa (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves); Xaxado (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Vamos xaxear (Geraldo Nascimento e Luiz Gonzaga); Beata Mocinha - valsa romeira (Manezinho Araújo e Zé Renato); 0 balaio de Veremundo (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Pronde tu vai Lui? (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Januário vai tocar (Januário José dos Santos).
1953: Moreninha tentação - baião (Sílvio Moacir de Araújo e Luiz Gonzaga); Saudade de Pernambuco - baião (Sebastião Rosendo e Salvador Miceli); 0 xote das meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Treze de dezembro - choro (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); São João chegou - baião (Marisa P. Coelho e Luiz Gonzaga); 0 casamento de Rosa - rancheira (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); A letra i - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Algodão - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); ABC do sertão -baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Vozes da seca - toada-baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Paraxaxá - xaxado (Luiz Gonzaga e Sílvio Moacir de Araújo); A vida do viajante - toada (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil).
1954: Feira de Gado - aboio (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Velho Novo-Exu - baião (Luiz Gonzaga e Sílvio Moacir de Araújo); Olha a pisada - baião-xaxado (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Vô casá já - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Noites brasileiras - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Lascando o cano - polca (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Cana, só de Pernambuco - chamego (Luiz Gonzaga e Vitor Simon); Relógio baião (Sérgio Falcão e José Roi); A canção do carteiro (Mauro Pires e Mércia Garcia); Cartão de Natal - toada (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Velho pescador - baião (Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil); Minha fulô - baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas).
1955: Baião granfino (Marcos Valentim); Só vale quem tem - baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Paulo Afonso - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Padroeira do Brasil - bumbá (Luiz Gonzaga e Raimundo Grangeiro); Café - baião-coco (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Cabra da peste - baião (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Baião dos namorados (Sílvio Moacir de Araújo); Ai amor - baião (Luiz' Gonzaga e Zé Dantas); Forró do Zé Tatu (Zé Ramos e Jorge de Castro); Riacho do Navio - xote (Zé Dantas e Luiz Gonzaga).
1956: Buraco de tatu - xote (Jair Silva e Jadir Ambrósio); Açucena cheirosa - toada (Rômulo Pais e Celso Garcia); Mané e Zabé - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Lenda de São João - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); 0 cheiro da Carolina - xote (Zé Gonzaga e Amorim Roxo); Aboio apaixonado - aboio (Luiz Gonzaga); Derrarnaro o gai - coco (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Vassouras - xote (Luiz Gonzaga e Davi Nasser); Tacacá - baião (Luiz Gonzaga e Lourival Passos); Chorão (Luiz Gonzaga); Praia dengosa - maracatu (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); Tesouro e meio - baião (Luiz Gonzaga); Siri jogando bola - coco (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Saudade da Boa Terra - baião (Maruim e Ari Monteiro).
1957: A Feira de Caruaru - baião-folclore (Onildo Almeida); Capital do Agreste - baião (Onildo Almeida e Nelson Barbalho); O passo da rancheira - rancheira (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); São João antigo - baião (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Quarqué dia - toada (Jairo Argileu e Heron Domingues); Malhada dos bois - baião (Luiz Gonzaga e Amâncio Cardoso); São João no arraiá - marcha junina (Zé Dantas); Testamento de caboclo - toada (Renê Bittencourt e Raul Sampaio); Dias dos Pais - baião (Luiz Gonzaga e Chico Anísio); Estrela de ouro - baião (Antônio Barroso e José Batista); Linda brejeira - toada (Rui Morais e Silva Joaquim Lima); Meu Pajeú - toada (Luiz Gonzaga e Raimundo Grangeiro); 0 delegado no coco - coco (Zé Dantas); Comício no mato - baião-coco (Joaquim Augusto e Nelson Barbalho); Sertão sofredor - baião (Joaquim Augusto e Nelson Barbalho); Gibão de couro - baião (Luiz Gonzaga); Moça de feira - xote (Armando Nunes e Jeová Portela); Xote das moças (Nelson Barbalho e Joaquim Augusto); Forró no escuro (Luiz Gonzaga).
1958: Festa no céu - arrasta-pé (Zeca do Pandeiro e Edgar Nunes); Que modelo são os seus - xaxado (Luiz Gonzaga); Balance eu - toada (Luiz Gonzaga e Nestor de Holanda); Dezessete e setecentos - calango (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Chamego - chamego (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); 0 torrado da Lili -xaxado (Helena Gonzaga e Miguel Lima); Bamboleando - maxixe (Luiz Gonzaga e Miguel Lima); Três e trezentos - baião (Miguel Lima e Gerson Filho); Chorei, chorão (Luiz Gonzaga e Lourival Passos).
1959: Xote do véiio (Nestor de Holanda e Joaquim Augusto); Sertanejo do norte - maracatu (João Vale e Ari Monteiro).
1960: Meu padrim - baião (F. Marcelino); Casamento atrapaiado (Walter Levita e Renato Araújo); Marcha da Petrobrás (Nelson Barbalho e Joaquim Augusto); Amor da minha vida - guarânia (Raul Sampaio e Benil Santos).
1961: Capitão jagunço - baião (Paulo Dantas e Barbosa Lemos); Baldrama macia - rasqueado (Arlindo Pinto e Anacleto Rosas); Creusa morena - valsa (Lourival Passos e Luiz Gonzaga); Dedo mindinho - baião (Luiz Gonzaga); Amor que não chora - toada (Erasmo Silva); 0 tocador quer beber - xote (Carlos Diniz e Luiz Gonzaga); Na cabana do rei - baião (Catulo de Paula e Jaime Florense); Aroeira - xote (Barbosa Lessa); Rosinha - baião (Nelson Barbalho e Joaquim Augusto); Corridinho Canindé (Luiz Gonzaga e Lourival Passos); Só se rindo - xote (Alvarenga e Ranchinho); Alvorada da paz - marcha (Luiz Gonzaga e Lourival Passos).
1962: Vida de vaqueiro - xote (Luiz Gonzaga); Maceió -toada (Lourival Passos); Fogueira de São João (Luiz Gonzaga e Carmelina); Ô véio macho - xote (Rosil Cavalcanti); Balance a rede - baião (Zé Dantas); Sanfoneiro Zé Tatu - forró (Onildo Almeida); De Teresina a São Luiz - xote (João Vale e Helena Gonzaga); Forró do Zé Antão - xote (Zé Dantas); Sertão de aço - xote (José Marcolino e Luiz Gonzaga); Serrote agudo - toada (José Marcolino e Luiz Gonzaga); No Piancó - xote (José Marcolino e Luiz Gonzaga); Pássaro carão - baião (José Marcolino e Luiz Gonzaga); Matuto aperriado - baião (José Marcolino e Luiz Gonzaga); A dança do Nicodemos - xote (Luiz Gonzaga e José Marcolino).
1963: Pedido a São João (José Marcolino); A festa do milho (Rosil Cavalcanti); A morte do vaqueiro - toada (Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho); Desse jeito sim (José Jatai e Luiz Gonzaga); Liforme instravagante (Raimundo Granjeiro); Pra onde tu vai baião? (João Vale e Sebastião Rodrigues); Pisa no pilão (Zé Dantas); Amigo velho (Rosil Cavalcanti); Eu vou pro Crato (Luiz Gonzaga e José Jatai); Caboclo nordestino (José Marcolino); Casamento improvisado (Rui de Morais e Silva); Faz força Zé (Rosil Cavalcanti); Xô pavão (Zé Dantas); A profecia (Zé Dantas); Homenagem a Zé Dantas (Antônio Barros); Zé Dantas (Onildo Almeida).
1964: Sanfona do povo - xote (Luiz Guimarães e Helena Gonzaga); Aquilo sim que era vida - valsa (Luiz Gonzaga e Jeová Portela); 0 baião vai - baião (Elias Soares e Sebastião Rodrigues); Fogo do Paraná - baião (João Vale e Helena Gonzaga); Não foi surpresa - baião (João Vale e João Silva); Documento de matuto - baião (Paulo Patrício); Rainha do mundo - toada (Jtilio Ricardo e Ari Monteiro); Nordeste sangrento - toada (Elias Soares); Padre sertanejo - valsa (Pantaleão e Helena Gonzaga); Nega Zefa - xaxado (Severino Ramos e Noel Silva); A carta - valsa (Isa Franco); Fole gemedor - xote (Luiz Gonzaga); A triste partida - toada (Patativa do Assaré); Toque de rancho - baião (Luiz Gonzaga e Jota Ferreira); Cacimba Nova - toada-baião (José Marcolino); Ave-Maria sertaneja - toada (Julio Ricardo e 0. de Oliveira); Marimbondo - forró (Luiz Gonzaga e José Marcolino); Viva o Arigó - baião (Geraldo Nunes); Numa sala de reboco - xote (José Marcolino e Luiz Gonzaga); Cocotá - xote (Luiz Guimarães e Helena Gonzaga); Cantiga do vem-vem - baião (José Marcolino e Pantaleão); Forró do Zé do Baile (Severino Ramos); Lembrança de primavera - valsa (Gonzaguinha).
1965: Fim de festa - polca (Zito Borborema); Polca fogueteira (Luiz Gonzaga); Fogo sem fuzil - polquinha (Luiz Gonzaga e José Marcolino); Quero chá - polquinha (Luiz Gonzaga e José Marcolino); Boi-bumbá - motivo popular (Luiz Gonzaga e Gonzaguinha); 0 maior tocador - marchinha (Luiz Guirnarães); Piriri - marcha junina (João Silva e Albuquerque); Matuto de opinião - marchinha (Luiz Gonzaga e Gonzaguinha).
1967: Xote dos cabeludos (José Clementino e Luiz Gonzaga); Óia eu aqui de novo - xaxado (Antônio Barros); Hora do adeus - baião (Onildo Almeida e Luis Queiroga); Crepúsculo sertanejo - toada (João Silva e Rangel); Tu qué m'ingabelá - xote (Luiz Gonzaga); Xeêm - arrasta-pé (José Clementino e Luiz Gonzaga); Contrastes de Várzea Alegre - arrasta-pé (José Clementino e Luiz Gonzaga); Garota Todeschini - baião (João Silva e Luiz Gonzaga); Do lado qui relampêa - baião (Luis Gulmarães); Forró de Pedro Chaves (Luiz Gonzaga); A sorte é cega - toada (Luiz Guimarães); Ou casa ou morre - xote (Elias Soares).
1968: Madruceu o milho (Sebastião Rodrigues e João Silva); Vitória de Santo Antão (Elias Soares e Pilombeta); Mazurca (Luiz Gonzaga e Raimundo Grangeiro); A cheia de 24 (Severino Ramos); De Juazeiro a Crato (Luiz Gonzaga e Julinho); 0 andariIho (Dalton Vogeler e Orlando Silveira); Lenha verde (João Silva e Luiz Gonzaga); Coco xeêm (Severino Ramos e Jaci Santos); Manduquinha (Luis Guimarães); Meu Araripe (João Silva e Luiz Gonzaga); Rosa do Mearim (Luiz Guimarães); Anita do Cipó (Jaci Santos e Severino Ramos); Canaã (Humberto Teixeira); Pobreza por pobreza (Gonzaguinha); Valha Deus, senhor São Bento (Antônio Almeida); Festa (Gonzaguinha); Nordeste pra frente (Luiz Gonzaga e Luis Queiroga); Erva rasteira (Gonzaguinha); 0 jumento é nosso irmão (Luiz Gonzaga e José Clementino); Baião Polinário (Humberto Teixeira); Saudades de Helena (Antônio Barros); Diz que vai virar (Gonzaguinha); Canto sem protesto (Luiz Gonzaga e Luis Queiroga); Tique-taque, tique-taque (Antônio Almeida); Chico Valente (Rildo Hora); Viva o Rei (Zé Gonzaga e José Amâncio); Louvação a Joao XXIII (Nertan Macedo e monsenhor Morão); Bença mãe (Bob Nelson); Prá não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré).
1970: Garimpeiro sonhador (Mário Rossi e Chico Xavier); Já vou, mãe (Dominguinhos e Anastácia); Cantei (Hugo Costa); A noite é de São João (Antônio Barros); Xote do saiote (Onildo Almeida); 0 festão (Rildo Hora); Sertão setenta (José Clementino); Motivação nordestina (César Rousseau e Carlos Cardoso); Frecobol (Rildo Hora e Helena Gonzaga); Boca-de-forno (Tâ nia); Raparam tudo (Severino Ramos); Santo Antônio nunca casou (Luiz Gonzaga e João Silva).
1971: 0 coreto da pracinha (Altamiro CarriIho e Ribeiro Valente); Ovo de codorna (Severino Ramos); Dia de São João (Rildo Hora); Coronel Pedro do Norte (Nelson Valença); Lulu Vaqueiro (Nelson Valença); 0 urubu é urn triste (Nelson Valença); Chuculatera (Antônio Carlos e Jocafi); Procissão (Gilberto Gil); Morena (Gonzaguinha); Cirandeiro (Capinam e Edu Lobo); Caminho de Pedra (Tom Jobim e Vinicius de Morais); Vida ruirn (Catulo de Paula); 0 milagre (Nonato Buzar); No dia que eu vim rn'irnbora (Caetano Veloso e Gilberto Gil); Fica mal corn Deus (Geraldo Vandré); 0 cantador (Dori Caymmi e Nelson Mota); Bich, eu vou voltar (Humberto Teixeira).
1972: Aquilo born (Luiz Gonzaga e Severino Ramos); Bandeira 2 (Fred Falcão e Arnoldo Medeiros); Pra frente Goiás (Prof. Zefirino); Se não fosse este rneu fole (Luiz Gonzaga e Severino Ramos); Vaqueiro véio (João Silva e J. B. de Aquino); Meu pequeno Cachoeiro (Raul Sampaio); From United States of Piauí (Gonzaguinha); Forró do Ze Buchudo (Severino Ramos e Helena Gonzaga); Meu Chevrolet (Roberto Martins); Ana Rosa (Humberto Teixeira); Corrida de rnourão (Pedro Bandeira); 3X4 Marilu (Humberto Teixeira e Maria Terezinha).
1973: A Nova Jerusalém (Janduhi Finizola); Baião de São Sebastião (Humberto Teixeira); Cantarino (Luiz Gonzaga e Nelson Valença); Cidadão de Caruaru (Janduhi Finizola e Onildo Almeida); Facilita (Luis Ramalho); Fogo-pagou (Rivaldo Serrano de Andrade); Indiferente (Luiz Gonzaga e Severino Ramos); Juvina (Luiz Gonzaga e Nelson Valença); Só xote (Onildo Almeida); 0 bom improvisador (Luiz Gonzaga e Nelson Valença); Samarica parteira (Zé Dantas e Luiz Gonzaga); Mulher de hoje (Luiz Gonzaga e Nelson Valença); O fole roncou (Nelson Valença e Luiz Gonzaga).
1974: A mulher do rneu patrão (Nelson Valença); Cavalo crioulo (Luiz Gonzaga e Janduhi Finizola); Born?... pra uns... (Juarez Santiago e Onildo Almeida); Choromingô (Luiz Gonzaga); Daquele jeito (Luiz Gonzaga e Luis Ramalho); É sem querer (Luiz Gonzaga e Onildo Almeida); Fole danado (Nelson Valença); Frei Damião (Janduhi Finizola); 0 vovô do baião (Severino Ramos e João Silva); Retrato de urn forró (Luiz Gonzaga e Luis Ramalho); Sangue de nordestino (Luiz Gonzaga); Teitei no arraiá. (Onildo Almeida).
1976: Capim novo (Luiz Gonzaga e José Clementino); Carapeba (Luis Bandeira e Julinho); Sanfona sentida (Dominguinhos e Anastácia); Mané Gambá (Luiz Gonzaga e Jorge de Altinho); Saudade dói (Humberto Teixeira); Bandinha de fé (Hildelito Parente); Fulô da maravuha (Luis Bandeira); Quero ver (D. Matias); São João nas capitá (Luiz Gonzaga e Luis Ramaiho).
1977: Chá cutuba (Humberto Teixeira); Baião de dois (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Onde tá tu neném (Luis Bandeira); Jesus sertanejo (Janduhi Finizola); A morte do meu avô (Nelson Valença); Chapéu de couro e gratidão (Luiz Gonzaga e Aguinaldo Batista); Menestrel do sol (Nelson Valença); Forró fungado (Dominguinhos e Anastácia); São Francisco do Canindé (Julinho e Luis Bandeira); Cabocleando (Eduardo Casado); Nãoé só a Paraíba que tern Zé (Luiz Gonzaga); Tambaú (Severino Ramos e Silvino Lopes); Karolina corn K (Luiz Gonzaga).
1978: Alegria de pé de serra (Dominguinhos e Anastácia); Engenho Massangana (Capiba); Serena no mar (Sivuca e Glorinha Gadelha); Salmo dos aflitos (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Umbuzeiro da saudade (Luiz Gonzaga e João Silva); Viola de Penedo (Luis Bandeira); Nunca mais eu vi esperança (Sivuca e Glorinha Gadelha); Onde o Nordeste garôa (Onildo Almeida); Dengo maior (Humberto Teixeira e Julinho); Quiriquiqui (Luiz Gonzaga e Audizio Brizeno); Pai-nosso (Janduhi Finizola).
1979: Orélia (Humberto Teixeira); 0 mangangá (Luis Ramaiho); Súplica cearense (Gordurinha e Nelinho); Acordo às quatro (Marcondes Costa); Romance matuto (Luis Bandeira); Sorriso cativante (Dominguinhos e Anastácia); Manoelito cidadão (Luiz Gonzaga e Helena Gonzaga); Sou do banco (Hildelito Parente e JoséClementino); 0 caçador (Janduhi Finizola); Rio Brígida (Luiz Gonzaga e Gonzaguinha); Alvorada nordestina (Orlando Silveira e Dalton Vogeler); Adeus a Januário (João Silva e Pedro Maranguape)
1980: Obrigado João Paulo (Luiz Gonzaga e padre Gotardo Lemos); Mamulengo (Luis Bandeira); 0 homem da terra (Walter Santos e Teresinha Sousa); La vai pitomba (Luiz Gonzaga e Onildo Almeida); 0 mote "Maquinista e Sacristão" (Luis Bandeira); Cananá (Venâncio e Aparício Nascimento); 0 adeus da asa-branca (Dalton Vogeler); Cego Aderaldo (João Silva e Pedro Maranguape); Tropeiros de Borborema (Rosil Cavalcanti).
1981: Luar do sertão (Catulo da Paixão Cearense); Lampião falou (Venâncio e Aparício Nascimento); Depois da derradeira (Dominguinhos e Fausto Nilo); A ligeira (Guio de Morais e Haroldo Barbosa); Ranchinho da praia (Francisco Elion); Não vendo nem troco (Luiz Gonzaga e Gonzaguinha); Portador do arnor (Luis Bandeira e Julinho); 0 resto a gente ajeita (Luiz Gonzaga e Dalton Vogeler); Os bacamarteiros (Luiz Gonzaga e Janduhi Finizola); Pesqueira centenária (Nelson Valença).
1982: Prece por Novo-Exu (Luiz Gonzaga e Gonzaguinha); Farinhada (Zé Dantas); Dança do capilé (Rildo Hora e Humberto Teixeira); Maria Cangaceira (Teo Azevedo); Tristezas do Jeca (Angelino Oliveira); Alma do sertão (Renato Murce); Eterno cantador (Alemão e Elzo Augusto); Frutos da terra (Jurandir da Feira); Razão do meu querer (Julinho e Anastácia); Acácia amarela (Luiz Gonzaga e Orlando Silveira).
1983: Sequei os olhos (Luiz Gonzaga e João Silva); Casa de caboclo (Hekel Tavares e Luis Peixoto); Piano piloto (Carlos Fernando e Alceu Valença); Canto do povo (Jurandir da Feira); Cidadão sertanejo (Luiz Gonzaga e João Silva); A peleja do Gonzagão x Teo Azevedo (Teo Azevedo); 0 Papa e o jegue (Luiz Gonzaga e Otacílio Batista); Lampião (Luiz Gonzaga e Solange Veras); Saudade do velho (Orlando Silveira e Beatriz Dutra); Projeto Asa-branca (Luiz Gonzaga e José Marcolino); Xengo (Rildo Hora e Humberto Teixeira); Tamborete de forró (Artúlio Reis); Forró de Ouricuri (Luiz Gonzaga e João Silva).
1984: Pagode russo (Luiz Gonzaga e João Silva); Danado de bom (Luiz Gonzaga e João Silva); Pense n'eu (Gonzaguinha); Nessa estrada da vida (Valdi Geraldo e Aparecido José); Regresso do Rei (Luiz Gonzaga e Onildo Almeida); Sanfoninha choradeira (Luiz Gonzaga e João Silva); São João sem futrica (João Silva e Zé Mocó); Aproveita gente (Onildo Almeida); Lula, meu filho (Luiz Gonzaga e Aguinaldo Batista); Terra, vida e esperança (Jurandir da Feira).
1985: Deixa a tanga voar (Luiz Gonzaga e João Silva); Forró número1 (Cecéu); A puxada (Luiz Gonzaga e João Silva); Maria Baiana (João Silva e Zé Mocó); Sanfoneiro macho (Luiz Gonzaga e Onildo Almeida); Flor do lírio (Luiz Gonzaga e João Silva); Eu e minha branca (Gonzaguinha e Gonzagão); Forró do bom (Luiz Gonzaga e João Silva); Morena bela (Luiz Gonzaga e João Silva); Tá bom demais (Onildo Almeida e Luiz Gonzaga); A muiher do sanfoneiro (Luiz Gonzaga e João Silva); Amei à toa (João Silva e Joquinha Gonzaga).
1986: Forró de cabo a rabo (Luiz Gonzaga e João Silva); Forró da miadeira (Antônio Barros); Passo fome, mas não deixo (João Silva e Zé Mocó); Boca de Caieira (Zé Marcolino e Zé Mocó); Rodovia Asa Branca (Luiz Gonzaga e João Silva); Xote machucador (Dominguinhos e João Silva); Viva meu Padim (Luiz Gonzaga e João Silva); Engabelando (Cecéu e Bella Maria); Forronerão (Renato Borghetti); Queimando lenha (Onildo Almeida); Quadrilha chorona (Luiz Gonzaga e Maranguape); Eu e meu fole (Zé Marcolino).
1987: DE FIÁ PAVI - 1- De fiá pavi ( João Silva/Oseinha) 2- Zé budega(Cecéu) 3- Nem se despediu de mim (Luiz Gonzaga/J.Silva 4- De olho no candeeiro (J.Silva/L.Gonzaga 5- Quero ver correr moleque (Luiz Guimarães) 6- Forró no interior (J.Silva/Oseinha) 7- Eu me enrabicho ( J.Silva/Pollyana 8- Doutor do baião ( L.Gonzaga/J.Silva) 9-Forró do Zé Antão ( Zé Dantas ) 10- Festa de Santo Antonio (Alcymar Monteiro/João Paulo Jr.) 11- Mariana -c/Gonzaguinha (Gonzaguinha/Gonzagão 12-Tóca pai (L.Gonzaga/J.Silva 13- Pobre do sanfoneiro (L.Gonzaga/João Silva)
1988: AÍ TEM - 1- Bom prá eu (Jorge de Altinho) 2- Aí tem (João Silva/Zé Mocó 3- Tá qui prá tu - c/Geraldo Azevedo ( J.Silva/L.Gonzaga) 4- No canto do salão (Nando Cordel) 5- Prá que mais mulher (João Silva/L.Gonzaga 6- Moela e coração (Cecéu/Zé Mocó) 7- Fruta madura (João Silva/L.Gonzaga) 8- Outro amanhã será (L.Gonzaga/João Silva) 9- Vamos ajuntar os troços c/Carmélia Alves (Antonio Barros) 10- ForróGostoso (J.Silva/L.Gonzaga) 11- Cajueiro Velho (Cecéu) 12- Recado doVelho (L.Gonzaga/J.Silva 13- Dá licença prá mais um c/Joquinha Gonzaga ( J.Silva/Raimundo Evangelista)
1989: Vou te matar de cheiro Luiz Gonzaga e João Silva); Uma pra mim, uma pra tu (Luiz Gonzaga e João Silva); Vê se ligas para mim (João Silva e Luiz Gonzaga); Arcoverde meu (João Silva e Luiz Gonzaga); Coração molim (Cecéu); Baião agrário (Cecéu e Maranguape); Xote ecológico (Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga); Ladrão de bode (Rui Morais e Silva); Pedaço de Alagoas (Edu Maia); Na lagoa do amor (cecéu); Já era tempo (luiz Gonzaga e João Silva); Faça isso não (João Silva e Geraldo Nunes).
1989: FORROBODÓ CIGANO - INSTRUMENTAL: 1- Forrobodó Cigano (L.Gonzaga) 2- Ói o frevo (J.Silva/L.Gonzaga) 3- Arrasta o Frevo (J.Silva/L.Gonzaga) 4- Depois da festa ( L.Gonzaga/J.Silva) 5-Xaxá mulher (L.Gonzaga/J.Silva) 6- Do jeito que vocês gostam (Luiz Gonzaga/J.Silva) 7- Ao mestre Capiba ( L.Gonzaga/J.Silva) 8-Forró Apracatado (J.Silva/L.Gonzaga) 9- Festa na roça (Mário Zan/Palmeira 10-Meus 18 anos (J.Silva/L.Gonzaga) 11- Tá ruço ( L.Gonzaga/J.Silva) 12- Manhã de junho (L.Gonzaga/J.Silva) 13- Baile na Roça(Tinoco/Nadir
1989: LUIZ GONZAGA E SUA SANFONA - VOL. 2 - 1- Tarantelando 2-Galope manso 3-Sol de Olinda 4- Só xaxando 5-Budegando 6- Apanhadora de algodão 7- Poraneu - dança dos imperiais ( D.P. adaptação Zé Pipa 8- Freviando 9- Prá poeira 10- Forró atarrancado 11- Forró no Jaqueirão 12- Xote rodado 13- Bia no frevo - D.P. adaptação Zé Pipa 14- Forró do joquinha ( L.Gonzaga/Joquinha Gonzaga) As demais músicas, de Luiz Gonzaga e João Silva.
1989: AQUARELA NORDESTINA -1- A rede véia ( Luiz Queiroga/Coronel Ludugero 2- Vamos chegando prá lá (J.Silva/Luiz Gonzaga 3- Menino de Braçanã (Luiz Vieira/Arnaldo Passos) 4- Os Olhinhos do menino ( Luiz Vieira) 5- Aproveita xará(J.Silva/Maranguape 6- Aqurela Nordestina ( Rosil Cavalcante) 7- Quero uma mulher (L.Gonzaga/J.Silva) 8- Me afubelo (J.Silva/Zé Mocó) 9- Cidadão ( Lúcio Barbosa) 10- Canto do Sabiá ( Zé Alves Jr/Antonio D. Rabelo) 11- Prá não morrer de tristeza (J.Silva/K.Boclinho) 12- Bia no frevo (D.P. adaptação Zé Pipa) ESSE FOI O ÚLTIMO LP DE LUIZ GONZAGA.
Bahia de todos os sambas! A Bahia foi assim chamada de "Todos os Santos" porque foi descoberta em 1º de novembro. No dia seguinte os finados eram comemorados e, um mês depois a partir de data recente, é dia de homenagear o samba. Do cansaço transubstanciado ao final do dia nos canaviais do recôncavo baiano, o samba nasceu na roda para descarregar em passos miúdos sobre a poeira do terreiro, a tensão acumulada nas pernas ao longo da jornada de labuta.
Dois de dezembro, Dia do Samba! Ritmo, dor, o grande poder tranformador. Samba é como champanhe: Samba-se para comemorar, Samba-se para esquecer Samba-se para amar Samba-se para viver Do Semba ao Samba, quem se importa?
O samba nasceu cá na Bahia e se hoje carece de poesia, ainda é negro demais no coração. De Donga ao século XXI, Sua divisão ritmica será sempre a estrutura sobre a qual se construirá qualquer manifestação de brasilidade sincera.
Como o Recôncavo, O Samba é curvo, duas vezes curvo! Como as curvas de Niemeyer Como nossas vetustas montanhas Como as bundas das mulatas de Carybé Como as bochechas de Dorival Como a silhueta dos instrumentos musicais que lhe dão voz Como as voltas que dá o mestre-sala em torno da esbelta porta-bandeira Como a voz de João
Parte da matriz primordial do universo, Arrisco dizer que o samba sempre existiu. Não poderia assim ter sido criado O Samba, por assim dizer, foi descoberto.
Eu, como o Samba, sempre existi. Ocorreu-me apenas de ser descoberto num dia 02 de dezembro Para que já na festa da Conceição da Praia comemorássemos juntos, 06 dias de vida Sambamos juntos, a seguir, no Bonfim, na Lapinha (onde quero que me enterrem, calça culote e paletó almofadinha!), na Ribeira e na Boa Viagem. Dois meses depois, também num dia dois Sambaríamos ainda no Rio Vermelho Depois disso, Pituba e Itapoã Cansados, Convidamos o frevo para o Carnaval e descansamos na Quaresma enquanto ele me contava como tinha recebido D0m João VI
Feliz aniversário ao Samba! Sotaque da minha ginga R.G. musical do Brasil Na cantiga do canavial No terreiro ao fim do dia No acalanto da ama de leite Antes do adormecer
P.S.
Instituído em 1963 e comemorado em praça pública desde 1972, o Dia do Samba será marcado este ano, em Salvador, por pompa e circunstância, direito à polêmica e, é claro, muito samba no pé. Além de reunir para os shows grandes nomes da música popular, como Gilberto Gil, D. Ivone Lara, Luiz Melodia, Nei Lopes e Neguinho da Beija-Flor, os organizadores pretendem gerar um debate nacional acerca das origens deste ritmo musical: Afinal, o samba nasceu ou não na Bahia? A proposta é, segundo revela o canto e compositor Edil Pacheco, um dos criadores do evento, promover uma grande discussão e reflexão entre sambistas e estudiosos do ritmo sobre as origens, a importância e as perspectivas do samba na Bahia e no Brasil, além de estimular o interesse do público jovem pelo gênero. "A idéia de que o samba não nasceu na Bahia vem sendo amplamente disseminada nos últimos anos no eixo Rio-São Paulo. Portanto, precisamos reafirmar a participação do nosso estado nesse contexto, sobretudo pela importância que este ritmo representa para a nossa cultura", acrescenta o diretor teatral e produtor cultural, Paulo Dourado, que também participa da organização do evento. De fato, a história do samba está diretamente relacionada à história da formação cultural do povo baiano. As pesquisas sobre o tema indicam que, possivelmente, o termo samba seja uma corruptela de semba, palavra de origem africana, da região de Angola e do Congo, que significa umbigada, batuque ou ainda dança da umbigada. O ritmo festivo foi trazido para o Brasil pelos escravos oriundos desta região e aqui se tornou uma forma de expressão do sofrimento vivido por eles no cativeiro e nas senzalas. Durante o período colonial, o samba foi enriquecido com palmas e como instrumentos, como a viola, o violão, o triângulo, a cuíca e o pandeiro. O ritmo se desenvolveu principalmente no Recôncavo Baiano, mais precisamente nos engenhos de cana-de-açúcar, para onde foi levada à maioria dos escravos originários de Angola. Ali, ganhou a forma conhecida hoje como samba de roda. A partir de 1860, em conseqüência da abolição da escravatura e do fim da Guerra de Canudos, houve um grande fluxo migratório de negros e mestiços de várias partes do país, sobretudo da Bahia, para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, em busca de trabalho e de melhores condições de vida. A maioria se instalou em locais periféricos, mais especificamente nas imediações do Morro da Conceição, Pedra do Sal, Praça Mauá, Praça XI, Cidade Nova, Saúde e na Zona Portuária. Muitas baianas, descendentes de escravos, alojaram-se nestes bairros. Abriram pequenos bares e restaurantes, que funcionavam em suas próprias casas, e ficaram conhecidas como as Tias Baianas ou Tias do Samba. Nas casas dessas Tias, os baianos se reuniam para comer, beber e cantar. A mais conhecida delas foi Tia Ciata, uma das responsáveis pela sedimentação do samba-carioca. Em sua casa, várias composições foram criadas e cantadas de improviso, como o samba Pelo telefone, gravada pelo baiano Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga, atribuída por alguns historiadores, equivocadamente, como o primeiro samba gravado. Na verdade, a primeira música deste ritmo a ser gravada foi Isso é bom, de Xisto Bahia. O erro tem origem no fato da música de Donga conter um subtítulo samba no rótulo do disco, o que não ocorreu com a de Xisto Bahia. Como a própria história do samba, o Dia do Samba também é cercado de curiosidades. A data foi instituída em 2 de dezembro de 1963, pelo então vereador Luís Monteiro da Costa, em homenagem à primeira visita de Ary Barroso a Salvador. Já mundialmente famoso pela sua composição Na Baixa dos Sapateiros, Ary Barroso compôs a música sem jamais ter colocado os pés na Bahia. O fato inusitado chamou a atenção do vereador que considerou importante marcar aquela data. Cerca de uma década depois, em 1972, foi promovido em grande evento, no Campo Grande, para comemorar a data que acabou sendo esquecida durante aquele período. Denominado Noite do Samba e do Dendê, contou com a participação de Gilberto Gil, Ederaldo Gentil, Batatinha, Riachão, Panela, Tião Motorista, Edil Pacheco e muitos outros. Desde então o evento marcou o cenário nacional e tem sido comemorado sem interrupção, no Centro Histórico de Salvador, em reconhecimento à importância do gênero na matriz rítmica da música brasileira e à sua presença sempre renovada na cultura baiana. Nos últimos anos, o Dia do Samba tem-se expandido, através de eventos similares no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerias, Recife e em outras capitais.
- A conferir, mais uma "coisa" que nasce em um 02 de dezembro: A TV digital Brasileira. Se puxar a mim e ao Samba, vai ser muito bacana(!)
- alguém teve a idéia interessante de montar um site com fotos tiradas em locais onde é proibido fotografar: www.strictlynophotography.com. Faça uma visita e bote pilha no projeto!
Por um instante, Fui forçado a parar Sua presença plástica em alta definição Rompeu-me a membrana do mundo real Por um instante pareceu estar à venda Por um instante pensei poder comprá-la Por um instante.
Por um instante, Pareceu-me viva! Viva criatura de um mundo de formas Aguardando ajuda para livrar-se de um encanto Mas eis que, Indiferente ao meu ex(tase)tado, O sinal abriu E centésimos de segundos após, Com um poder cicatrizante absolutamente indesejável A buzina impaciente de um carro popular Encerrou meu breve e urbano lirismo
Shit,
Num instante, Não mais que de repente(*) A maldita lucidez estava de volta!