Dezembro 22, 2009

Dingobel!

Natal chegou!
Dispensei Papai Noel porque acho que se alguma coisa melhorar na minha vida...estraga!
Graças a Deus
O ano começou mal para mim com o passamento do meu velho mas as coisas foram se arrumando e agora eu estou bem.
Tivemos uma convivência intensa e ele partiu aos 83 anos de uma vida bem vivida cheia de amor e fé.
Muito à maneira de um mestre, ao partir, ele me fez, meio que involuntáriamente, virar uma esquina na vida.
Um trecho novo que me causou um estranhamento inicial e que se acompanhou de uma certa angústia existencial.
Após recompor-me do evento em si, passei a fazer rememorações dos nossos instantes comuns mais vívidos em minha memória; montei então o quebra-cabeças com o mínimo possível de lacunas, transportei-me para o ano em que ele tinha minha idade atual e refiz todo um caminho de vivências.
Subitamente dei-me conta (talvez pela primeira vez com tal clareza!) de onde eu estava na esteira rolante da minha vida.
Como alguém que finaliza um curso de sommelier, passei a degustar profunda e analiticamente a minha vida (que, a bem da verdade, é um imenso e desolado deserto de problemas sobre o qual germinou uma luxuriante floresta de momentos felizes) em seus mais ínfimos momentos.
Apesar de testemunhos em contrário, acho que estou mais sério.
Really!
Uma seriedade serena e feliz emergiu de um luto tranquilo como o último legado de alguém que fez o possível para que nada me faltasse.
É galera...
Em pouqíssimas palavras foi assim!
Após esta curta prestação de contas, agradeço de coração a todos que de uma forma ou de outra estiveram perto de mim nestes momentos mais delicados e aproveito para desejar-lhes um Feliz Natal e um grande 2010.
A mensagem cristã (pastiche feliz e bem sucedido de budismo, filosofia humanista e retoques pirotécnicos) é no fundo, no fundo, um manual do bem-viver e de longevidade: amor, desapego, perdão, caridade e respeito ao próximo, desde que sincera e sistematicamente praticados fazem bem ao corpo mantendo o sistema imune em bom estado e desarmando isquemias regionais que nos envenenam com o suco ácido dos tecidos asfixiados.
Pratique o bem de forma inteligente e atenta; desinteressadamente e sem sacrifícios.
Para bem amar muito é preciso praticar.
Até que aprendamos, hemos de amar errado, amar incompletamente, amar de forma nociva a nós e ao que é amado, amar nervosamente, angustiadamente;
Mas se apesar de tudo..
Perseverarmos...
Um dia...
De repente, não mais que de repente...


Deixo aqui um texto de Clarice Lispector para inspirar esta saturnal de 2009

Momentos na Vida

Clarice Lispector

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Dezembro 20, 2009

Para onde vai a (o) merda?

Como um "merda" pode tirar-nos da merda?
Caso fosse possível para onde a dita iria?
Para frente?
Para trás?
Para baixo, submersa?
Hum...
Mais uma questão de natureza metafísica relacionada a mandatários grandiloquentes.
Como dizia um amigo: passarinhos de canto forte e voo baixo!
Abaixo, em vídeo, como seria uma abordagem do tema caso o detentor do microfone fosse o igualmente inoperante filósofo que antecedeu "nosso guia" no planalto central.

Dezembro 14, 2009

Um a colher de terra e um mousse de mitocondrias, por favor!



Microbial Influences

Kristen L. Mueller

Our guts are colonized by trillions of commensal microbiota, whose influence on our immune systems is just beginning to be appreciated. Altered colonization has been associated with diseases such as allergy and inflammatory bowel disease, suggesting that commensals may play an important role in regulating immune system responses; to what extent, however, is not yet understood.
Gaboriau-Routhiau et al. have addressed this issue by comparing germ-free and normally colonized mice. They found that commensal microbiota were critical for maintaining T cell homeostasis in the gut. Germ-free mice exhibited altered gene expression profiles of cytokines and transcription factors that were associated with T helper cell–mediated immune responses. Recolonization with microbiota derived from mouse fecal matter restored normal expression patterns. Surprisingly, this effect was largely restricted to one strain of bacteria: the segmented filamentous bacteria (SFB). Similar findings were obtained by Ivanov et al., who demonstrated the effects of SFB on interleukin 17–producing T helper cell responses. Thus, these results indicate that T cell immunity is regulated by both host- and microbiota-derived factors and that microbes may actively shape T cell populations in the gut.
Immunity 31, 677 (2009); Cell 139, 485 (2009).

How Antioxidants Might Help
Paula A. Kiberstis

Most studies of mammalian aging eventually lead to the mitochondrion, the energy-producing organelle. A prevailing hypothesis has been that damaging byproducts of mitochondrial respiration, called reactive oxygen species (ROS), accumulate as we age and cause mitochondrial dysfunction, which manifests at the organismal level as age-related disorders. Yet this hypothesis is at odds with growing evidence that an increase in the biogenesis of mitochondria can have beneficial anti-aging effects. Illustrating this dilemma are two studies of mice in which genetic manipulations altered mitochondrial function. For mice deficient in the proapoptotic protein Bak, Someya et al. found that mitochondria actively contribute to age-related hearing loss by mediating the death of cochlear cells in the ear. The death of these cells was triggered by oxidative stress and could be suppressed by antioxidants. Independently, Wenz et al. found that increased muscle expression of peroxisome proliferator–activated receptor- coactivator (PGC-1), a protein that up-regulates mitochondrial biogenesis, not only prevented age-associated loss of muscle mass, but also had beneficial effects on whole-body metabolism. Why the salutary effects of increased mitochondrial biogenesis are not counteracted by a parallel increase in damaging ROS remains unclear, but could involve increased turnover of the "older" ROS-damaged organelles.
Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 106, 19432; 10.1073/pnas.0911570106 (2009).

Dezembro 13, 2009

Solto a avó na estrada...

Alô amigos, absenteísmo tem atestado!
Chegou dezembro e o lazer tem me deixado muito atarefado.
A comissão do TSA, confratenizações, dias ensolarados, meditações pós-prandiais intermináveis etc etc consomem meu tempo de forma voraz.
Dezembro é um mês maravilhoso e eu tô aproveitando!
Hoje mesmo, rolou a travessia Speed Lanches que saiu do Farol da Barra com chegada em Ondina.
Dois quilometros e meio de farra e uma paisagem belíssima na companhia de gente bacana e saudável.
Prometo postar as fotos assim que conseguir tempo para retirá-las

P.S. Décimo entre vinte e dois (33 minutos) não é um mau resultado para quem há 1 ano atrás, 25 quilos mais pesado (100 kg!), não atravessava nem piscina infantil.
P.P.S. Viva Luiz Gonzaga, nascido num 13 de dezembro e morto há 20 anos. Que falta que me faz!


Um abraço e até mais.

Dezembro 08, 2009

Marina, morena Marina!

Uma pergunta curta e importante com uma boa resposta. (Hugo Penteado é o autor do blog "Nosso Futuro Comum" cujo link etá na nossa coluna lateral e do qual sou sincero admirador!
A propósito, adivinhe quem o Morpheus quer ver no lugar do nosso guia?

Por que Marina Silva?

Porque é a única candidata e está entre os poucos políticos desse país capaz de se preocupar com o meio ambiente de forma sistêmica, como um problema econômico, social, como parte das nossas atividades e através da busca de um diálogo, saindo do lugar comum que basta a economia crescer que tudo estará bem, como vemos presente nas idéias e discursos de Dilma Roussef, José Serra, Lula, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Maluf, Orestes Quércia e tantos outros.

O crescimento deveria ser um subproduto não buscado do modelo de desenvolvimento, cuja finalidade maior deveria ser o equilíbrio social e ambiental local, acima do global e acima dos interesses dos grandes centros econômicos e políticos. Até porque mesmo esses grandes centros tem sua sustentação dependente do que vamos fazer de agora em diante para reverter a enorme degradação social e ambiental à nossa volta – ou alguém ainda acha normal um jovem, um ser humano semelhante a nós, entrar num ônibus e jogar uma bomba para explodi-lo numa cidade que foi escolhida como sede das Olímpiadas? Ou alguém acha normal o Brasil ser sede das Olímpiadas quando a maior parte das escolas públicas não tem nem quadra poli-esportiva para serem usadas e os professores de educação física arcam com equipamentos do próprio bolso? Pois é, precisamos mostrar como anda a situação de esportes para os jovens das escolas públicas, só o ufanismo de termos sido escolhidos para sediar os jogos não basta.

A proposta de lei do Cristovam Buarque de obrigar os políticos a colocar seus filhos na escola pública (http://nossofuturocomum.blogspot.com/2009/11/projeto-de-lei.html) tem que se apoiada. Mais que isso: o transporte e os hospitais públicos deveriam ser obrigatórios para todos os políticos. A merenda escolar deveria ser entregue também para os filhos dos políticos: essa é a única forma deles provarem que prestam um bom serviço à população.

Só vamos melhorar o Brasil e a qualidade dos serviços públicos que o governo nos oferece e ao mesmo tempo mudar o modelo de desenvolvimento econômico que entrega de graça nossas florestas ao resto do mundo ganancioso e já em colapso, como a China e os Estados Unidos, com uma pessoa como a Marina Silva. Ela tem um histórico e um rico conhecimento sobre o quanto é importante redimensionar as idéias malucas dos economistas que acreditam ainda que o planeta é um subsistema das economias e que a economia pode ser maior que a Terra e preconizam o crescimento eterno esfacelador de todos os serviços ecológicos que nos sustentam como solução para todos os nossos males.

Sim, Marina Silva agora é a nossa única esperança. Quando penso na morte da Amazônia, que pode acontecer de uma hora para outra se insistirmos no seu desmatamento contínuo e na política de desenvolvimento suicida que já criou um deserto maior que a França e o Reino Unido dentro da nossa floresta, lembro imediatamente da Marina Silva, na sua ligação com Chico Mendes, na sua atitude heróica. A Amazônia é continuamente destruída e a cada dia amanhecemos com menos florestas, o mesmo ritmo de destruição dos países como a China e os Estados Unidos, que esgotaram tudo e só não entraram em colapso por conta do comércio internacional, que lhes dá acesso gratuito aos recursos da natureza de países cegos como o nosso, que não mudam o debate internacional cego à nossa volta e ainda elogiam suas investidas contra nós e nosso meio ambiente.

Só Marina Silva reduziria a pressão para construção de usinas hidrelétricas totalmente desnecessárias, pois basta cortar o desperdício e fazer atualização tecnológica da infra-estrutura de energia já existente (a Folha de São Paulo publicou várias matérias a esse respeito) e a oferta dobraria sem ser necessário nem Rio Madeira nem Belo Monte. É o planeta que dá as regras e não nós e há um limite que ainda não enxergamos para nossas atividades, bem como há uma total falta de sentido em manter um sistema econômico no qual de cada 150 dólares adicionados à riqueza mundial só 60 centavos chegam aos mais pobres. Ou alguém ainda acha que o crescimento econômico está voltado à liberdade e o desenvolvimento individual, à criação de empregos permanentes bem remunerados e não apenas temporários? Quando alguém vai entender que o emprego só se justifica quando a economia cresce e desaparece imediatamente no contrário e que não importa qual nível material a economia atinja, ele só se justifica se a economia for capaz de atingir um nível maior. Isso é um absurdo físico e planetário que assusta os cientistas, porque podemos deixar a Terra ainda banhada em sol entregue apenas à vida bacteriana se continuarmos nessa rota.

Só Marina Silva é capaz de entender e revogar esses absurdos. Mais ninguém. Os demais políticos e candidatos querem acabar com o Cerrado e a Amazônia e com o pouco que nos resta, para exportar o que não precisamos para nosso consumo próprio e manter a megalomania de nações que ainda não entenderam que a conta chegou através das atuais mudanças climáticas, da contínua extinção da vida (a maior dos últimos 65 milhões de anos) e da ruína dos serviços ecológicos, como polinização e água.

Só Marina Silva.


Hugo Penteado

Dezembro 05, 2009

Eles e ela

Eles são meus heróis
Ela é minha canção preferida
Eles nunca me decepcionaram
Ela nunca saiu de moda nas minhas preferências
Agora eles estão juntos num vídeo incrivelmente divertido!
Anyway the wind blows, doesn't really matters... to me!

Dezembro 04, 2009

Cuidado com o sol, menino!

Olhaí gente!
O teste dos protetores solares mostrou falhas em muitos deles.
Falhas importantes principalmente no que diz respeito à proteção para quem pratica esportes aquáticos como nós.
Acho que a tabela abaixo pode ajudá-lo a escolher melhor a proxima compra!

























P.S. Desculpem o sumiço; apesar de estar em estado avançado de imunização anti-depressiva, não posso deixar de confessar que os episódios recentes envolvendo o governador do Detrito Federal me deixaram um pouco abalado.
Em tempo:
Por que é que balas perdidas nunca encontram estes caras?
Está em gestação avançada um pacto nacional para que nas próximas eleições ninguém jogue a merda alheia no ventilador:

Eu não lembro que vc é ladrão e vc não lembra que eu mandei ver no meu companheiro de cela; tá bom?

P.P.S. Ô, ô seu moço, do disco voador... me leve com vc prá onde vc for!

Novembro 24, 2009

Life, sweet life!

Ontem foi dia de ir ao shopping e, entre outras coisas, tomar um maravilhoso milkshake de Ovomaltine no Bob's; aí, eu venho para casa e me deparo com esta chamada da Cell...
Querem saber de uma coisa?
Vale tudo na luta para esticar a juventude e encurtar a velhice!
Tomem os milshakes que quiserem e não deem ouvidos a estes cientistas imbecis que querem que a gente viva mais para pagar mais o imposto que financia suas pesquisas!
(boa essa teoria, não? Rsrsrsrs)


Longevity: Sweet food, short life

Cell Metab. 10, 379–391 (2009)

Nematode worms fed on a diet spiked with glucose die about 20% earlier than those consuming just the bacterium Escherichia coli.

Cynthia Kenyon and her colleagues at the University of California, San Francisco, found that dietary glucose inhibits the DAF-16 and HSF-1 proteins, which are known to lengthen nematode lifespan. This in turn lowers the activity of the gene aqp-1, which codes for a glycerol channel, suggesting that glucose shortens lifespan by affecting glycerol metabolism.

Worms consuming glycerol also died earlier. The authors think that the worms metabolize glucose into glycerol, which then initiates life-shortening processes.

Novembro 21, 2009

Vá dormir, demente!

Estudo mostra ligação entre privação de sono e mal de Alzheimer:

Sleep and Alzheimer’s Disease

Stella M. Hurtley

Science, AAAS, Cambridge CB2 1LQ, UK

Accumulation of β-amyloid (Aβ) in the brain is thought to be the initiating event in the pathogenesis of Alzheimer’s disease (AD). Aβ is a peptide secreted in a soluble monomeric form predominantly by neurons, and its aggregation into toxic forms is concentration dependent. Synaptic activity regulates the release of Aβ in vivo. However, how physiological and environmental processes are involved in regulation of Aβ levels is not understood. Kang et al., by performing sleep-wake studies in freely behaving animals concomitant with in vivo microdialysis, found that brain interstitial fluid levels of Aβ were significantly correlated with wakefulness and negatively correlated with sleep. Furthermore, relatively short-term (3 weeks) sleep deprivation markedly accelerated amyloid plaque deposition in amyloid precursor protein transgenic mice. Thus, sleep-wake behavior is linked to Aβ levels, and abnormal sleep may be linked to AD pathogenesis.

J.-E. Kang, M. M. Lim, R. J. Bateman, J. J. Lee, L. P. Smyth, J. R. Cirrito, N. Fujiki, S. Nishino, D. M. Holtzman, Amyloid-β dynamics are regulated by orexin and the sleep-wake cycle. Science 326, 1005–1007 (2009). [Abstract] [Full Text]




P.S. Oba, gagá eu não morro!

Think TED!

Um flashpostzinho em nome da bagunça que está minha casa pela invasão de pintores (de paredes!):
O maravilhoso site TED acaba de disponibilizar um link para um arquivo xls com todas as palestras armazenads no site!
Copie para sua área de trabalho e nunca mais se queixe de não ter o que ver na internet!
Clique aqui!

Boa instrução!

Novembro 20, 2009

De sapos e garças!


Sempre gostei desta gravura!
Acho que ela pode bem ilustrar o básico do meu modo de pensar.
Por um acaso lembrei-me de buscá-la na web.


Bom, taí como uma boa ilustração para cartões de fim-de-ano feitos em casa.
Saudações aos habitués.



Não desista nunca!

Novembro 16, 2009

Diga-me o que comes e eu te direi o que és! (e também quanto ganha, onde mora, do que vai morrer etc, etc, etc)

O texto abaixo, do Dr. Drauzio, trata de um tema e de uma suspeita que já são do meu conhecimento há algum tempo e sobre o qual nunca tinha publicado coisa alguma com receio de parecer meio xiita nesta história de alimentação.
Nunca tive dúvida de que somos o que comemos; tanto do ponto de vista somático como do ponto de vista mental.
Quando a alimentação dos presídios  for suplementada  com vitaminas, magnésio e óleos insaturados talvez tenhamos chegado a uma boa evolução no entendimento das relações entre dieta e agressividade.

E não venham me dizer que Hitler era vegetariano, a sogra de um amigo meu também é!
Ambos são psicopatas1
Tá bom?



DRAUZIO VARELLA

Dieta e violência


Suprir deficiências de nutrientes e cortar alimentos "junk" pode diminuir a violência?



INTERFERIR NO comportamento antissocial por meio da dieta alimentar é uma ideia fora de moda que ganha roupagem moderna.
Em 1892, o criminologista italiano Cesare Lombroso verificou que alguns terroristas responsáveis por atentados à bomba sofriam de pelagra, uma doença causada por deficiência de vitamina B-3.
Essa observação caiu no esquecimento, ao lado das teorias discriminatórias enunciadas pelo mesmo autor, segundo as quais os criminosos poderiam ser identificados pelas reentrâncias e saliências ósseas existentes na calota craniana.
Na década de 1960, outros autores ressuscitaram o tema. O mais conhecido deles, Linus Pauling, Prêmio Nobel de Medicina, propôs em 1968 "o tratamento de doenças mentais através da provisão de um ambiente molecular adequado para a mente".
Segundo ele, distúrbios como depressão e esquizofrenia poderiam ser tratados com dietas ricas em nutrientes e vitaminas.
Essa afirmação de Pauling (bem como a de que altas doses de vitamina C previnem e curam gripes e resfriados, entre outras enfermidades) ilustra os males que a divulgação irresponsável de hipóteses não comprovadas por metodologia científica pode causar à sociedade.
Imediatamente utilizadas pela indústria como justificativa para o lançamento da infinidade de produtos inúteis contendo vitaminas e sais minerais que infestam as prateleiras das farmácias, proclamações como as de Pauling criaram um clima de pseudociência que afastou os pesquisadores interessados em identificar as possíveis relações entre distúrbios comportamentais e dieta alimentar.
Nesse clima de ceticismo, o psicólogo inglês Bernard Gesch começou a trabalhar com prisioneiros nos anos 1980. Para aproximar-se deles, criou a estratégia de reunir grupos que cozinhavam e tomavam as refeições na mesma mesa, como se estivessem no ambiente familiar.
Gesch observou que os detentos reunidos nesses almoços se tornavam mais sociáveis e menos violentos e levantou a suspeita de que a diminuição das tensões psicológicas provocadas pelas refeições de características mais familiares não fosse a única responsável. Substituir a dieta "junk" anterior por outra mais rica em nutrientes seria a causa mais importante.
Em 1995, ele decidiu testar essa hipótese na prisão inglesa de Aylesbury por meio de um estudo duplo-cego, procedimento por meio do qual administrava um comprimido contendo suplementos nutricionais para um grupo de prisioneiros escolhidos ao acaso, enquanto o grupo-controle recebia um comprimido idêntico, porém inerte (placebo).
Estudos desse tipo são chamados de duplo-cego porque nem o pesquisador nem os participantes sabem qual dos comprimidos cada um recebe.
Participaram dessa pesquisa 231 detentos. Os resultados, publicados em 2002, mostraram que o envolvimento em ocorrências com violência verbal ou física foi 35% menor entre os presos que receberam os suplementos nutricionais.
A repercussão do estudo na comunidade científica foi tão favorável que o grupo de Gesch decidiu pedir permissão para as autoridades do sistema prisional inglês, com a intenção de iniciar uma pesquisa mais abrangente, para repetir o estudo com um maior número de participantes, para eliminar algum viés estatístico capaz de falsear os resultados.
Foram necessários anos de insistência para que a autorização fosse concedida, porque lá, como aqui, não é fácil vencer o princípio de que bandido na cadeia tem que comer o pão que o diabo amassou.
Finalmente, o estudo foi iniciado com mais de mil prisioneiros detidos na cadeia de Polmont e em mais duas prisões da Inglaterra.
Com uma verba de US$ 2,3 milhões, a equipe de Gesch submeterá os participantes a exames laboratoriais e a uma bateria de testes comportamentais e cognitivos, com a finalidade de esclarecer os mecanismos envolvidos na hipotética relação entre micronutrientes e agressividade.
Substituir dietas ricas em açúcar, gorduras e alimentos "junk" e administrar micronutrientes para os que apresentam deficiências de nutrientes poderá diminuir a violência nas prisões e na comunidade? Ou o estudo inglês representará mais uma das inúmeras tentativas infrutíferas de melhorar a saúde e o bem-estar com o uso de vitaminas?
Os dados científicos obtidos pelos pesquisadores nos próximos três anos poderão esclarecer essas dúvidas.

Novembro 07, 2009

Segunda com Baco!

Taí uma coisinha boa para fazer na segunda; isto é...
Se vc não tiver nada melhor para se ocupar.
RsRsRs


“Vinhos TOP TEN Wine Spectator”


· Local: Hotel Vila Galé - Ondina.
· Data: 09/11/09(segunda – feira) às 19:30h ( horário britânico )
· Palestrante: Guilherme Schallenbach
· Tema: Vinhos TOP TEN Wine Spectator
· Vinhos:

1- Pio Cesare Barolo 2004
2- Chateau Rauzan Ségla 2éme Gran Cru Classé 2005
3- Chateau Guiraud 2006
4- Chateau Pontet Canet 2002
5- Seghesio Zinfandel Sonoma County 2006







Abaixo, a título de deleite estético e informação nestes 40 anos de Internet, um videozinho prá lá de simpático contando a história do Google.



And last but not least, uma dica Morpheus para o assunto chocolate: Le Bonbon!
Conheci-os quando ainda fazia residência em Ribeirão Preto e previ-lhes um grande futuro.
Parece que eles progrediram muito e já estão na minha agenda para quando for a São Paulo (depois que o verão passar! hehehehe)


Clique na imagem para visitar o site!

Novembro 05, 2009

Batman & Robin; Ray Charles e seu harém...


É amigo...
Passarinho que anda com morcego termina por dormir de cabeça-para-baixo!
Cientistas acabam de documentar um comportamento muito estranho para este cruzamento de raposa com guarda-chuva!
Darwin deve estar se estourando de dar risada em algum lugar onde vc e eu só vamos chegar daqui a "n" encarnações!
Viva o samsara!

ANIMAL BEHAVIOUR

Fruit-bat fellatio

PLoS One 4, e7595 (2009)

Libiao Zhang of Guangdong Entomological
Institute in China and his colleagues have
documented what may be the first case of
regular fellatio in adult animals other than
humans.
They report that female short-nosed fruit
bats (Cynopterus sphinx) licked their mate’s
penis during 14 of 20 observed copulations.
Matings that involved licking lasted
significantly longer than those that did not.
Possible functions for this behaviour
include stimulation to prolong copulation
and assist fertilization; mate guarding;
antibacterial effects; and the detection of
chemicals assisting in mate choice.
The authors say their observations could
suggest a possible adaptive benefit for the
activity in this species.

Abaixo, news, news, news... from Royal Society

Group culture protects from depression

28 Oct 2009
Collectivistic cultures, which promote social harmony over individuality, protect people who are genetically predisposed to depression from experiencing the condition. So says a study published today in the journal Proceedings of the Royal Society B, which looks at how genes and environment can evolve together.

People living in individualistic cultures such as Western societies are more likely to suffer from a genetic tendency for depression than people in Eastern cultures, despite fewer people carrying the specific 'depression gene' being studied, say psychologists Joan Chiao and Katherine Blizinsky from Northwestern University. The research supports the idea that depression can result from both genes and the environment, and an interaction of the two.

The support offered by a collectivist attitude, "seems to buffer vulnerable individuals from the environmental risks or stressors that serve as triggers to depressive episodes," argues Chiao.

In Western populations, people who carry the short version of the serotonin transporter gene (STG) tend to suffer major depressive episodes when they experience a number of life stressors. The researchers examined data from 29 countries to measure genetic frequency of STG, as well as carrying out cultural psychology research to determine how collectivistic the countries were.

Individualistic cultures are defined as those that encourage thinking of people as independent of the others, and promote self expression and the pursuit of individuality over group goals, say the authors. By contrast, collectivist cultures encourage people to be thought of as connected to one another and favour maintenance of social harmony over assertion of individuality.

East Asian nations are typically more collectivist than Western societies, a finding which is corroborated by previous research. The research also showed a disproportionately high predisposition to depression in these nations than in more individualistic societies. Surprisingly, however, the study revealed that in collectivist nations such as East Asia, where almost 80 percent of the population is genetically susceptible to depression, the actual prevalence of depression was found to be significantly lower than in more individualistic nations such as the United States.

The study sheds new light on which treatments for depression are likely to prove effective, and suggests that culture-based treatments could be one approach.
"We need to move away from quick and dirty methods of treatment for depression, especially for those genetically susceptible to developing mental illness," says Chiao.

Novembro 01, 2009

A fala, a escrita, o papel, a imprensa e a WWW

O dia em que a era da Internet começou

(Nature 461, outubro 2009 - Tradução: central morfética de traduções)

Vinton G. Cerf

Há quarenta anos atrás, a primeira mensagem era enviada entre computadores na ARPANET. Vinton G. Cerf, que era um programador principal do projeto, reflete sobre como o mundo on-line foi moldado por suas origens inovadoras:

Em 29 de outubro de 1969, Charley Kline, um estudante da Network Measurement Center na University of California, Los Angeles (UCLA), enviou a primeira mensagem de um computador para outro na ARPANET. O outro computador estava no Stanford Research Institute, 500 quilômetros ao norte. Kline tinha apenas digitado o 'l' e o 'o' da palavra login quando uma das máquinas “deu pau”. Esse foi um começo nada auspicioso para o projeto ARPANET, que levaria, finalmente, para a Internet.

A ARPANET era uma rede de circuitos de telefone dedicado conectando os Interface Message Processors (IMP). Os IMP’s (do tamanho de geladeiras!) formavam uma rede interligando hosts onde os programas eramos programas foram implementados.

Tudo começou no início dos anos 1960, com a exploração de um método de comunicação radical, que veio a ser conhecido como “troca” de pacotes '. Os pacotes são como postais eletrônicos com 'de' e 'para' endereços e um pequeno texto. Eles compartilham os caminhos de comunicação da maneira que postais dividem espaço na van do correio. Esta forma acaba por ser mais eficiente para muitas interações de curta duração do que usar uma rede telefónica dedicada com 'comutação de circuitos.

Em meados dos anos 1960, Robert Taylor, diretor do Processamento de Informações Técnicas em exercício no Departamento de Defesa dos EUA (E.U.'s Advanced Research Projects Agency - ARPA, em seguida, e agora DARPA) lançou um experimento prático de troca de pacotess para permitir que pesquisadores de diferentes departamentos de ciência suportados por computador intercambiassem partes de software e recursos. Liderados por Lawrence Roberts, o projeto rendeu resultados espetaculares tanto técnica como intelectual e filosoficamente.

Em 2 de Setembro de 1969, o primeiro pacote de comutação em nós - ou IMP - foi instalado na rede do Centro de Medidas como o portal para a ARPANET. Na época, eu era um estudante de pós-graduação no centro junto com Steve Crocker e Jonathan Postel, sob o comando do diretor Leonard Kleinrock. Crocker liderou a agregação de alunos de pós-graduação - o chamado Grupo de Trabalho em Rede - de uma dezena de instituições, que desenvolveu os programas utilizados para trocar informações entre os computadores conectados a ARPANET. Postel tornou-se o “czar” dos números e editor da série Request for Comments que, até hoje, publica todos os padrões da Internet (eu me tornei o programador principal do centro).

Depois, em outubro foi o primeiro teste de Kline sobre o que estávamos todos a trabalhar. Felizmente, foi seguido por muitos outros êxitos.

Liberdade para inovar

Kleinrock concentrou grande parte da sua energia em modelos matemáticos e deu a seus alunos uma liberdade notável. Tivemos toda liberdade para perseguir nossas ideias com, apenas ocasionalmente, fortes intervenções críticas por parte de Roberts. O sentimento de capacitação foi reforçado com a convocação de uma conferência de estudantes de pós-graduação em paralelo às reuniões do investigador principal.

Crocker, Postel e eu tivemos acesso aos registros de dezenas de outros estudantes que trabalhavam no projeto em outro lugar. Isto levou a cooperação institucional e amizades que duraram décadas. Ainda sinto um friozinho na minha espinha ao lembrar que vagava em um campo aberto no Allerton House, Illinois, com Crocker e Rulifson Jeff, então membro de papel fundamental, na oN Line System (NLS) projeto que foi World Wide Web de seu tempo. Nós estávamos então discutindo as premissas estruturais das redes de computadores.
Deparamo-nos com o incomensurável em idéias e possibilidades.

Os protocolos host-to-host da ARPANET viriam a surgir fora do Grupo de Trabalho em Rede, incluindo mecanismos de protocolos padrão para acesso a computadores do outro lado da rede, transferência de arquivos entre si bem como suporte para correio eletrônico. O e-mail foi um fruto não planejado que se tornou extremamente popular como meio de manter pesquisadores remotamente dsitribuídos em contato próximo.


Crash Test

Em dezembro de 1969, os primeiros quatro nós IMP da ARPANET estavam prontos. Outros três estavam no Stanford Research Institute (mais tarde SRI International) - em Menlo Park, Califórnia; na Universidade da Califórnia - Santa Barbara e na Universidade de Utah, em Salt Lake City. Nossa tarefa na UCLA era medir o desempenho e compará-lo com os modelos de Kleinrock. Eu escrevi o software para injetar tráfego controlado para a rede e capturar os dados de desempenho associados incluindo atrasos no tráfego de dados ponta-a-ponta, taxas de fluxo, congestionamento e capacidade de contorno de eventuais “buracos” na rede

Por volta da virada do ano, Robert Kahn e Walden David da Bolt Beranek and Newman (BBN) - empresa que projetou os IMP’s da ARPANET PIM - vieram para a UCLA afim de realizarem testes de performance na rede. Kahn tinha eleborado algumas teorias sobre os modos de falha da rede que seus colegas achavam pouco prováveis na prática. Ele e eu testamos uma série de testes para explorar estes casos. Kahn apresentaria um cenário e eu escreveria os programas para serem implementados no host da UCLA. Conseguimos travar rede várias vezes mostrando onde os sistemas de controlo interno da execução ARPANET precisavam trabalhar. Lembro-me de ter pensado em pintar uma marca na lateral do computador da UCLA para a cada vez em que derrubamos a rede como pilotos de caça faziam para cada avião abatido na Segunda Grande Guerra.

A parceria extraordinária forjada entre nós durou quatro décadas e inclui trabalhos sobre bibliotecas digitais, armazenamento de longo prazo, recuperação de conteúdos digitais e robôs de rastreamento que podem se mover ao redor no Internet desempenhado funções úteis.

Kahn organizou uma demonstração pública da ARPANET na primeira Conferência Internacional de Comunicação de Computadores realizada em Washington-DC, em outubro de 1972. O IMP foi instalado no salão do hotel Hilton de Washington e funcionou extraordinariamente bem. Esta exibição do poder de comutação (troca) de pacotes e de interligação em rede de computadores levou a ARPA e a Xerox Palo Alto Research Center a prosseguir no desenvolvimento de redes acessórias utilizando o mesmo princípio impulsionando o crescimento das comunicações por rede de computadores.

Roberts tinha começado a explorar a utilização de pacotes de comunicação via satélite para ligar os nós da rede através de terminais portáteis de rádio quando as linhas terrestres ainda eram ou indisponíveis ou demasiado caras. Kahn começou a considerar as redes de rádio móvel como um outro meio. No início de 1973, a ARPANET incorporou dois outros projetos ARPA: o oceano Atlântico Packet Satellite Network (SATNET) e o Packet Radio Network (PRNET). Em maio de 1973, Robert Metcalfe (anteriormente parte do Grupo de Trabalho em Rede) e David Boggs da Xerox inventariam a Ethernet para comunicações locais em rede baseada, em parte, na visita de Metcalfe à Universidade do Havaí, onde ele soube de um outro projeto ARPA, o ALOHAnet.


Interconectando

Na mesma época Kahn descreveu-me sua visão de interligação de redes abertas. Ele previu a necessidade de interligar as redes de comutação de pacotes com desenhos diferentes para que todos os computadores pudessem comunicar-se livremente não importando o caminho da comunicação. Kahn iniciou um programa de pesquisa na ARPA focado nesse 'Internetting' problema. Durante cerca de seis meses, Kahn e eu nos encontramos muitas vezes e em agosto de 1973, conseguimos desenvolver os conceitos básicos do que se tornaria o protocolo de controle de transmissão (TCP) e da arquitetura básica da Internet. Nós apresentamos um paper numa reunião na Universidade de Sussex, em Brighton, Reino Unido, em setembro de 1973 (publicado no ano seguinte, como V. Cerf e Kahn R. IEEE Trans. Commun. 22, 637-648; 1974), descrevendo a forma de interligar um número arbitrariamente grande de redes de comutação de pacotes e computadores conectados.

Com o apoio da ARPA, a aplicação do novo protocolo começou em 1975 no contratante de tecnologias de defesa BBN, Stanford e University College de Londres. Em novembro de 1977, foi realizado um teste de três redes - um marco importante. A 'Packet Radio van', construída pelo Stanford Research Institute, San Francisco cruzou a estrada Bayshore, irradiando pacotes que foram transferidos através de um gateway (um computador que liga as redes) para a ARPANET e retransmitidos ao University College de Londres. Lá eles foram retransmitidos através de outra porta de entrada para a Atlantic Packet Satellite Network de volta do outro lado do Atlântico para os Estados Unidos onde re-entrou na ARPANET através de outro gateway sendo, então, transportado para os computadores da Universidade de Southern Califórnia, em Los Angeles. A distância entre o Packet Radio van e Los Angeles, é de cerca de 500 quilómetros, mas os pacotes realmente viajaram 160.000 quilômetros ao longo de dois loops de satélites e duas vezes através dos Estados Unidos.

Em 1978, estes e outros protocolos ARPANET de aplicação (por e-mail, transferência de arquivos e acesso a terminal remoto), tinham sido preparados para operar em um ambiente multi-rede: a Internet. O trabalho de implementações destes protocolos prosseguiu para os vários sistemas operacionais das máquinas da então ARPANET. Durante 1982, um esforço considerável foi realizado para implementar o protocolo TCP / IP suite em todas as máquinas de todas as redes.

Em 1983, a ARPANET foi dividida em uma rede militar (MILNET), com nódulos localizados principalmente em zonas militares ou em outros locais protegidos e os restantes nós ARPANET localizados em universidades, organizações sem fins lucrativos, centros de investigação e em alguns sites do governo. Em 1986, a National Science Foundation lançou o seu projeto NSFNET, utilizando os protocolos TCP/IP; enquanto isto outros esforços surgiam em outros países. A ARPANET seria oficialmente desmantelada em 1990. Os Hosts foram transferidas para sites na NSFNET (ou seus descendentes regionais). A NSFNET foi aposentada em 1995 uma vez que um suficiente serviço de Internet comercial já estava disponível para servir a comunidade acadêmica dos Estados Unidos.

Apesar das idas e vindas de muitos componentes, a Internet persiste porque é uma arquitetura para interoperabilidade em vez de um conjunto fixo de redes.

O projeto ARPANET demonstrou a notável flexibilidade e utilidade na comutação de pacotes para a comunicação entre computadores. A existência de múltiplas redes subseqüentes - SATNET, PRNET, Ethernet - destacou a versatilidade da técnica em diferentes meios de comunicação. Durante o curso do desenvolvimento da ARPANET, o conceito de "camadas" evoluiu. Esta, é a separação das funções de comunicação em vários estratos distintos para simplificar a estrutura e implementação. Foi a estratificação que permitiu à Internet absorver e utilizar todas as novas tecnologias de comunicação desenvolvidas ao longo do caminho.

Nem a ARPANET, nem a Internet ou as redes que a compõem foram especialmente construídos para aplicações específicas. Esta filosofia de design permitiu a estes sistemas suporte a uma ampla gama de novas técnicas e aplicações, incluindo voz em pacotes, streaming de vídeo e, naturalmente, a miríade de aplicações construídas sobre a World Wide Web, sob a direção de Tim Berners-Lee, anteriormente do CERN , laboratório europeu de física de partículas perto de Genebra, agora no Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge.

Preservação da natureza aberta da Internet é possivelmente o maior imperativo a emergir destas décadas de esforço da comunidade científica, governos, comunidade educativa e da indústria. O espaço de aplicação da internet não conhece fronteiras. Recentemente, ela gerou uma nova rodada de design para uma Internet interplanetária usando novos protocolos capazes de lidar com o atraso e a interrupção inerentes às comunicações no espaço.
Se você pode imaginar e pode programar, provavelmente você pode tornar disponível na Internet - uma liberdade para inovar, que tem suas raízes na obra original ARPANET.